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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Porque eu AMO filmes de guerra

Platoon.

Há 25 anos estreava esse aclamado filme de Oliver Stone sobre a Guerra do Vietnã.

Há 25 anos estava eu com o cérebro de adolescente totalmente focado nos problemas de casa  e na perspectiva meio escapista mas assustadora de morar sozinha em outra cidade, aos 16 anos.

Os hormônios e os problemas produziam uma mistura confusa que me fazia fugir dos estudos, ter péssimas notas e querer ser qualquer outra pessoa menos eu. O mundo parecia estar terminando.

Cinema era meu passatempo, e fui ver o filme. E foi naquele dia que aprendi o conceito de colocar as coisas em perspectiva.

A ficção na tela retratava acontecimentos que na realidade foram muito piores do que aquela tragédia de jovens encurralados em uma guerra absurda, lutando pela própria vida.

Voltei para casa diferente. Não podia deixar de comparar a situação de ter um teto, uma família, segurança, comida na mesa, amigos e outros privilégios à realidade caótica de uma guerra ou de qualquer situação realmente desesperadora.

Foi dali em diante que virei fã de filmes de guerra. Talvez quem me conhece esteja lendo justamente por estranhar o título, já que sou uma pessoa que evita conflitos a todo custo. Prefiro a paz a estar certa em quase todas as situações e sou tão pela vida que sequer consigo matar um inseto!...

Desde Platoon acumulei uma vasta lista de favoritos nesse gênero cinematográfico. E como todo mundo, passei por inúmeros momentos de dificuldades e desespero.

Me faltou a habilidade de colocar as coisas em perspectiva várias vezes. Mas creio que hoje é muito difícil algo abalar minha paz interior.

Os problemas que considero problemas de verdade são os de saúde, graves, que felizmente até agora nunca tive. Os outros contrateempos da vida, classifico em duas categorias: o que tem solução e o que não tem.

Para o que tem solução, nada como uma noite de sono para pensar com clareza e tomar atitudes para resolver.

E o que não têm solução, solucionado está.

Fácil de falar, impossível de fazer? Coisa de quem tem mais de 40?

De certa forma foi mais ou menos o que concluí aos 16, assistindo a um filme de guerra. Só fui aos poucos (e ainda estou) aperfeiçoando.

Talvez quando você achar que algo é o fim do mundo, deva experimentar essa fórmula bem simples.

E quem sabe também conclua que Apocalipse Now é só o título de uma obra prima de Francis Ford Coppola.

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