O seguinte post provavelmente não
contém absolutamente nada para acrescentar à sua vida, mas me senti compelida a
escrevê-lo.
A não ser que você não saiba o que é
“compelida” que é tipo “obrigada”. Nesse caso, “de nada!”
Então, vou relatar uns diálogos que
andam acontecendo na nossa casa. Pelo número de visualizações, pretendo
confirmar minha hipótese de que realmente são incomuns nas casas das outras
pessoas (adultas).
TEM BIAATCH NOVA NO OVERWATCH:
Fazendo massagem nas
costas do marido, e pensando num filme, sushi, Just Dance, ou terminar Life is
Strange, pergunto:
- Vamos fazer alguma
coisa diferente hoje?
- Tem personagem
novo no Overwatch!
- Xiii...deixa pra
lá.
Não adianta, sexta é
noite de games cos boy. E não dá pra competir com uma personagem que tem poder
de ataque E de cura. Versátil essa Moira...eu, hein? Fui ver Netflix com o gato
filho.
Se tivesse carvão, eu tinha feito um churrasco.
Não de gato.
Acho que ficou
confuso.
Deixa assim.
PÁSSAROS DANÇANTES:
- Olha que eu me superei hoje com esse
penteado que eu acordei, né? O coque tá caído e tem esses negócios levantados.
- Nossa, tu tá que nem um rouxinol!
- Quem me dera! Rouxinol canta, e eu
não sei cantar.
- Então tu tem que ser um pássaro que
dança.
- Que pássaro que dança?
- Um flamingo!
- Tá, pode ser.
Eu satisfeita, porque dançar também não
sei. Mas faço umas evoluções na pista de dança que as pessoas contemplam com
espanto e não tô nem aí. Aliás, nunca tô nem aí.
E assim o flamingo continuou o café da
manhã, sem pentear o cabelo.
WATSON DESTEMIDO:
Sempre perco meus óculos e meu celular.
Dentro do apartamento. Várias vezes por dia.
Aí, só pergunto onde tá um ou outro e o
Janio dá as coordenadas sem nem precisar se levantar!
Ontem que quis ser mais adulta e
independente, aí me escapou, “Cadê meus óculos?” E fui toda cegueta procurando.
Ele só esperando eu perguntar onde tavam os malditos.
- Acho que tão no banheiro, lembro de
ter deixado na segunda prateleira quando fui buscar o pente.
Fui lá e não tavam. Ele quase
rindo de mim.
- Ah, acho que deixei na sala quando
fui pegar o colírio da Zoey.
Não tavam.
- Mas tu tá te achando o Sherlock
Holmes hoje, hein?...hahaha...
Que desaforo! Aí mesmo que não
perguntei. Porque é lógico que achei os óculos num lugar bem plausível: área de
serviço, atrás do sabão em pó. Por algum motivo, me lembrei que
tinha colocado lá.
Não tenho poderes paranormais pra me
lembrar porque.
FRICÇÃO CIENTÍFICA:
Ouvimos num podcast, dia desses, a
tosca expressão “friccionar os corpos”.
Aí eu tava alcançando chocolate pro
bofe, que tava dobrando a roupa que tinha recolhido. Eu tinha terminado minhas
mil tarefas, aí fiquei deitada, de boas, só dando palpite. Fiz aquela pose
séquici que tá na foto do post e mandei:
- E aê? Vamos friccionar os corpos?
- Eu sei que tu tá blefando!
Inteligente esse homem. Por isso casei
com ele.
Agora, por que ele casou comigo (depois
de ler esse blog), nem me arrisco a perguntar.
REGIME SEMI-ABERTO:
Domingo de noite me dou conta de que
estou há dias sem sequer colocar o pé na rua.
- Sabe há quanto tempo eu tô sem sair
de casa?
- Quanto?
- Desde sexta de manhã, quando saí pro
trabalho!
- Tu tá em cativeiro?
- Sim. E por vontade própria, ainda!
Nem fui passear com a cachorra... Acho que é síndrome de Estocolmo.
Aí sim, dei uma piscadinha bem legal.
Mas ele não tava olhando. Pena, eu nem
tava blefando.
Acho que vou dar um rolé, pra chamar a
atenção.
Colocar aquela echarpe, saída triunfal.
- ¡Me voy a Mexico!
Aí bato a porta.
Será que no México tem flamingos?
E como vou ver os flamingos sem óculos??
E minha bolsa, cadê?
Ah, melhor eu piscar de novo pro meu sequestrador.
Tô sem autonomia pra sair sozinha mesmo.
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| Imitando a cara de zoeira da minha irmã enquanto abro um espumante, que tinham pedido para um HOMEM abrir. Ah, mas que nojo!...hahaha |

