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sábado, 26 de outubro de 2013

Se conselho fosse bom...

Aviso: este texto é comprido, mas te aconselho a ler. Me aconselharam a resumir, mas não deu

Li uma vez esta do Jack Nicholson “Odeio conselhos, a menos que eu esteja dando-os” No caso era em inglês e ficava mais charmoso, mas é a ideia.

Pois olha, Jack & friends, adoro conselho. No caso de dar e de receber. Quem inventou essa de “Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia” ou devia ser um bom conselheiro muito sem noção ou alguém mal aconselhado. No caso desta que vos escreve, cobro os meus muito bem, em espécie (café, cuca com linguiça) ou em conselhos mesmo, que o escambo emocional vale. E tenho tido um feedback positivo.

Claro que sempre tem gente me devendo, mas funciona da seguinte forma, pra quem não pegou a “manha” de que a vida é um ciclo e não “toma lá dá cá”: tem dias que consigo aconselhar o amigo “x”, em outros sou aconselhada pelo amigo “y”, em outros o amigo “x” paga meu conselho pro amigo “y” e assim por diante. Só não aconselho amigos XX a aceitarem conselhos de amigos XY quando há hormônios e outros interesses por trás, o que é bem comum. Mas nesse campo não sou muito boa conselheira, então seja esperto, desconsidere o conselho acima e siga seus instintos.

Mas tem que ter amplo embasamento teórico pra aconselhar? Tem que saber dar o exemplo e tal? E o conselho de alguém que a gente respeita e ama, é sempre bom? Claro que não, né, gente? Dããã!  Aquele outro ditado “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço” tem sua sabedoria. Mas falo nele daqui a uns dois mil caracteres.

O exemplo é o jeito, provavelmente ideal, de se educar filhos. Mas como somos imperfeitos, às vezes eles aprendem pelo antiexemplo também, infelizmente ou felizmente. Isso quer dizer que esses indivíduos pensantes que geramos são dotados - vejam só! – de uma mente crítica e livre arbítrio e muitas vezes optam por não fazerem as mesmas besteiras que a gente.

Diria que às vezes somos as cobaias dos filhos, mas em outras eles insiiistem em quebrar a cara, como a gente faz(ia) questão também. Vou começar a proibir de fazer o tema e arrumar o quarto, pra ver até que idade a psicologia inversa funciona. Mas normalmente não dá certo com pessoas mais inteligentes que eu.

Minha mãe, por sua vez, dava ótimos conselhos que eu não aproveitava. Por outro lado, dava péssimos conselhos que eu tinha que obedecer - ou desobedecia com um peso na consciência. E hoje digo: Dona Marisa, quero meu dinheiro de volta! Entrar na piscina de barriga explodindo não dá congestão, pode misturar qualquer fruta entre si e todas ainda com leite. E obviamente que lavar a cabeça naqueles e em todos os dias, inclusive com uma catapora do capeta não tem problema nenhum. Filhos, não sejam enganados por esses conselhos, pesquisem um artigo no Google e mostrem aos pais, com educação. Mas naquela época não tinha Internet e os pais eram mais bobinhos. Nós de hoje é que somos espertos. Encerrado o capítulo pais & filhos.

Capítulo amigos & afins, mais pra amigos, só pra avisar.  Os conselhos de amigos são o supra-sumo do empirismo, mas muito interessantes.

Descobri que não adianta empurrar conselho goela abaixo, do tipo que começa “Eu sei que você não pediu, mas vou te dizer mesmo assim...” (?!) aí o ouvinte cruza os braços, sinal de que nem vai te ouvir e você, “Dá um pé na bunda desse(a) babaca!” E aí? A pessoa ama o(a) babaca, vai você que nunca amou babacas saber porque. Fim da amizade, a amiga ou amigo fica com o(a) energúmeno e te jura de morte até a paixonite passar, uns 2 filhos depois.

Mas tem o amigo que segue o conselho e se ferra. Aí não adianta desligar o celular, mentir que foi efeito do álcool, que ele entendeu mal. Tem que dar o ombro e manter longe os objetos cortantes, na parceria, que conselho ruim todo mundo dá, fica tranquilo. E também, a gente tem que filtrar os conselhos, não precisa ser tão tapado e cortar o cabelo curtinho porque o cabeleireiro disse que ia ficar “um luxo!”.

Até os amigos-irmãos dão uns foras de vez em quando, aí faz como aqueles da sua mãe: ignora, lava a cabeça, dorme sem escovar os dentes, estuda só na véspera pro exame. E não sai com a pessoa que lhe aconselharam, é fria!! Quem se conhece é você.

Por fim, lembra daquele “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”? Concorda ou discorda? A sua opinião é muito importante para a melhoria da qualidade dos nossos serviços, ao final do atendimento atribua uma nota...blá, blá...tô nem aí pra sua opinião, me desculpe, escreve seu texto que eu quero ler.

EU acho que ele é tudibom meeesmo. E nem vou perguntar pros amigos psicólogos que são mais entendidos do que eu, conforme me aconselharam, mas é mais ou menos assim: a pessoa que não está na mesma fossa séptica que você consegue ver o seu "banhado de fezes" de um nível mais elevado, sem odores, vislumbrando a paisagem ao redor pra te dar as coordenadas do terreno. E lhe estende a mão, a qual você pega se quiser, ou permanece ali, atolado, que a vida é sua.

Daí a não-mãe poder dizer que você está estragando seu filho. Daí a amiga mais encalhada que pinguim no litoral gaúcho poder dizer pra você persistir no casamento, que vale a pena, ou te dar uma na orelha pra você não atender o telefone e te levar pra dar uma saída.

Daí eu poder te aconselhar a sair da Internet e aproveitar mais a vida offline.

Se conseguir, me avisa como é.

Madelon, para de escrever e vai trabalhar!


(escrito em 5 de fevereiro de 2013 às 00:26)

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