Então, era uma vez uma mulher que subiu para o seu
apartamento e levou junto o controle da garagem.
Mais tarde foi até a garagem
do prédio para sair com o carro e percebeu que tinha estacionado do lado de fora, na entrada da
mesma. Lembrando-se do controle remoto na bolsa, minha amiga começa a acionar o dito cujo para abrir o portão da garagem e sair por lá.
Bem, mas ela se lembra de que o carro podia estar
muito perto do portão e ser atingido (Oh, não!) por ele. Aí ela aperta
novamente o controle, que para com uma fresta aberta.
Vocês acham que ela resolveu dar a volta e sair pela porta
do prédio? Não, né? Era muito sacrifício caminhar os 18 passos que a separavam
do seu carro modelo X, ano Y, cor preta, placa nem-te-conto. O que vocês acham que ela
resolveu fazer?
a) Deixar o portão abrir, correndo o risco de
acontecer o que ela temia a princípio, uma batidinha no carro?
b) Usar sua visão de raio X para observar a
distância portão-carro e avaliar se prosseguia com o abrimento garajal?
c) Ajoelhar-se delicadamente, colocar as mãos no
chão, enfiar seu pescocinho pela fresta e observar a distância portão-carro?
d) Voltar ao apartamento e iniciar as buscas por um
cérebro?
Claro que vocês já entenderam, né, gente, já que devem ser mais espertos que minha amiga.
Pois então, com o pescoço em um lugar no mínimo curioso e a
cabeça do lado de fora da garagem a uma altura de aproximadamente 48cm da
calçada, o que minha amiga faz?
Tcharam! Aciona finalmente o controle para abrir a garagem,
é claro.
E o controle, que já tinha aberto e parado, faz o quê?
Pois é. Deve ser difícil raciocinar a menos de um metro do
solo, imagino eu, porque o portão fez isso mesmo que você está pensando.
Agora fecha os olhos e imagina a seguinte cena: você andando
na calçada e vê uma cabeça prensada num portão de garagem. De uma pessoa
(supostamente) adulta.
Foi o que minha amiga pensou, misturado com um “sou uma anta”
e com o “ainda bem que trocaram aquele portão de madeira pesadíssimo” e “talvez
eu merecesse mesmo morrer disso...”
E aí foi difícil parar de rir e abrir o
portão da garagem, que por sorte não a decapitou, o que seria uma perda
intelectual irreparável para a humanidade.
A moral dessa história baseada em fatos surreais é que a
preguiça é realmente perigosa.
A outra moral é que se você não quer revelar seus
trecos embaraçosos, cria seu bloguezinho e escreve os da sua amiga.
Por último e mais importante, não tire o controle remoto do carro em hipótese
alguma.
Ou vai dizer que você sempre carrega seu cérebro dentro da
caixa craniana?

Como sempre, teus textos são os melhores! hahaha. As histórias, o estilo da narração, tudo! Tá um amor esse blog, quero ler mais <3
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