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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Aconteceu com uma amiga

Para bom entendedor, meia palavra basta, como já dizia minha mãe. Aliás, a mãe da minha amiga, digamos.

Então, era uma vez uma mulher que subiu para o seu apartamento e levou junto o controle da garagem.
Mais tarde foi até a garagem do prédio para sair com o carro e percebeu que tinha estacionado do lado de fora, na entrada da mesma. Lembrando-se do controle remoto na bolsa, minha amiga começa a acionar o dito cujo para abrir o portão da garagem e sair por lá.

Bem, mas ela se lembra de que o carro podia estar muito perto do portão e ser atingido (Oh, não!) por ele. Aí ela aperta novamente o controle, que para com uma fresta aberta.

Vocês acham que ela resolveu dar a volta e sair pela porta do prédio? Não, né? Era muito sacrifício caminhar os 18 passos que a separavam do seu carro modelo X, ano Y, cor preta, placa nem-te-conto. O que vocês acham que ela resolveu fazer?
a) Deixar o portão abrir, correndo o risco de acontecer o que ela temia a princípio, uma batidinha no carro?
      b) Usar sua visão de raio X para observar a distância portão-carro e avaliar se prosseguia com o abrimento garajal?
      c) Ajoelhar-se delicadamente, colocar as mãos no chão, enfiar seu pescocinho pela fresta e observar a distância portão-carro?
      d) Voltar ao apartamento e iniciar as buscas por um cérebro?

Claro que vocês já entenderam, né, gente, já que devem ser mais espertos que minha amiga.

Pois então, com o pescoço em um lugar no mínimo curioso e a cabeça do lado de fora da garagem a uma altura de aproximadamente 48cm da calçada, o que minha amiga faz?

Tcharam! Aciona finalmente o controle para abrir a garagem, é claro.

E o controle, que já tinha aberto e parado, faz o quê?

Pois é. Deve ser difícil raciocinar a menos de um metro do solo, imagino eu, porque o portão fez isso mesmo que você está pensando. 

Agora fecha os olhos e imagina a seguinte cena: você andando na calçada e vê uma cabeça prensada num portão de garagem. De uma pessoa (supostamente) adulta. 

Foi o que minha amiga pensou, misturado com um “sou uma anta” e com o “ainda bem que trocaram aquele portão de madeira pesadíssimo” e “talvez eu merecesse mesmo morrer disso...” 

E aí foi difícil parar de rir e abrir o portão da garagem, que por sorte não a decapitou, o que seria uma perda intelectual irreparável para a humanidade.

A moral dessa história baseada em fatos surreais é que a preguiça é realmente perigosa. 

A outra moral é que se você não quer revelar seus trecos embaraçosos, cria seu bloguezinho e escreve os da sua amiga. 

Por último e mais importante, não tire o controle remoto do carro em hipótese alguma. 

Ou vai dizer que você sempre carrega seu cérebro dentro da caixa craniana? 

Minha amiga não. Tadinha.

Tipo assim, o antes do incidente.

Um comentário:

  1. Como sempre, teus textos são os melhores! hahaha. As histórias, o estilo da narração, tudo! Tá um amor esse blog, quero ler mais <3

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