Sabe
aquele filme, Sexta-feira Muito Louca, ou coisa parecida, em que a mãe e a
filha trocam de corpos? Eu também não. Mas assisti o trailer e é assim: de alguma forma, a mãe e a filha trocam
de corpos. Isso. A adolescente fica com cabeça de adulta e vice-versa.
É essa a
sensação que tenho às vezes ao conversar com minha sobrinha Andressa, de 17
anos. Somos parecidíssimas em tudo, mas na maneira de escrever, u-a-u!! Eu
apanho de chinelada.
Deem uma olhada no nível das nossas conversas. A pessoa
com as frases mais infantis, já sabem quem é.
- Escrevi
um negócio quase bíblico agora, parece que estou falando sobre corromper a
carne e se render aos pecados...haha...
"Egoístas/Hipócritas
(pensando no adjetivo que usarei) não eram os que, em algum canto obscuro
daquilo que eu invadia, ocultavam trevas (...) Eram aqueles que optavam por
disseminá-las pelo mundo, contaminando todos os outros sem resquícios de
remorso, como se o fardo de sustentar aquela porção envenenada de existência
fosse do restante dos seres, e não deles próprios, os que a carregavam."
haha...credo!
- NOOOSSSSSSSSAAAAA.
Jesus, é você??
- Corror
né? hahaha
- Amei!!!!!!!!!!!!
(pra que tanto ponto de exclamação?????)
- Me
assustei. Tava esperando que a qualquer momento eu fosse pro centro com meu
caderno atrair fiéis.
- Atrair
fiéis é ótima! Tá, mas agora compara com isso que eu escrevi:
"Homens quanto ao quesito filmes e TV:
Gato
versátil: Séries, Nat Geo, History Channel, Travel and Living, documentário,
filme de tudo que é tipo, adora cinema. Sabe que a Kathryn Bigelow foi a
primeira mulher a...tcharan! Se você sabe, pode ser um desses. Tem que ter
inglês e espanhol razoável pra encarar. Yo encaraba!"
- Eu adoro
as coisas que tu escreve! Dou altas risadas! Dá uma leveza ímpar ao que tu
produz.
- Leveza? Ímpar? Produz?! Já eu lendo as tuas me sinto superinfantil. E ainda acho isso bom!!!
- São só estilos
diversos - se existissem só os leves, talvez faltassem as reflexões profundas,
mas se existissem só os pesados, não ia restar ninguém pra refletir: ia todo
mundo se matar.
- Bah,
esse diálogo tá antológico. Não sei bem o que é isso, mas achei bonito escrever. Diria
que sou a parte do “anta”. E tu, a do “lógico”.
- Se não
houvesse Google, eu ia presumir que estamos produzindo algo que os antológos - cientistas
que estudam antas humanas - estudariam no futuro.
- É, por
aí...
- Mas o
contrário, e vice-e-versa!
Nessa parte eu me perdi no raciocínio da guria. E fui procurar no Google
o que eu achava que era antológico. Ufa! Era mesmo "memorável".
E por alguma estranha razão, nesse generation gap ao contrário tem sempre uma pontezinha para atravessar o gap e aproximar nossas mentes, de preferências tão parecidas quanto peculiares. Não sei se é um troço genético ou de convivência cibernética.
Mas no futuro, os antólogos hão de explicar.
E se der, me deixar trocar de mente, de corpo, enfim...ficar Andressíssima!
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| A moça do caderninho que atrai fiéis. Agora, com 19 anos. London, babe! |
