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sábado, 26 de outubro de 2013

Seu primogênito!!

Texto comprido que nem trauma de ser o primeiro filho. Se esse não é seu caso, poupe seus 2 minutos e meu constrangimento.

Coloquei esse título só pra chamar a atenção.

É que nós, os primogênitos, temos esse defeito, que é a carência por atenção. E agora, por curtidas no Facebook e vizualizações no blog. Se quiser compartilhar, comentar e me poupar mais uns anos de terapia, agradeço.

Vou detalhar nosso ponto de vista para o mundo, ó, outros primogênitos: a gente é cobaia dos nossos pais.

É verdade! E eles, não satisfeitos com o resultado da nossa adorável nascença e convivência sob os holofotes do lar, resolvem tentar de novo pra ver se fica melhorzinho. E a origem de todos os nossos problemas primogenitivos é aquela raiva de que os pais vão SIM, melhorando com a prática.

Aí você tem uma irmã que nasce no dia seguinte ao seu aniversário de um aninho. Sério, gente. Não, eles não calcularam. Ela que nasceu prematura e com uns cachinhos lindos pra roubar a cena mesmo. Isso quer dizer que enquanto filho você nunca, nunquinha mesmo, vai ter uma festa de aníver só sua. Não bastava eu ter nascido no Dia da Criança e já ganhar um presente acoplado com o de aníver, isso era pouca economia pra eles.

Mas ao menos nisso foram justos, minha irmã também só tinha festa comigo - era uma cantando parabéns olhando pra cara da outra, bem patético - e era presenteada acopladamente. Justos também foram em nos vestir que nem um par de vasos até uns 6 anos, ao que as pessoas perguntavam, “São gêmeas?” Minha mãe não teve o trabalho de gêmeas mas colheu os mesmos frutos...essa dona Marisa, viu? É pura esperteza materna!

Mas nem tudo eram flores no paraíso da nossa humilde residência. Quando a gente estava aprendendo a se aturar, uma com 6 e outra com 7 anos, e tinha cada uma 25% do litro de Coca-Cola dos domingos, eles resolveram nos brindar com um megapresente: nosso irmão.

Claro que a gente não sabia o que era: naquela época era surpresa, que nem caixa de bombom. Mas torcíamos por uma menina, que ia ser como uma boneca falante e essas coisas, tadinha.

Para nosso desapontamento, vem o quê? Bem, já disse. E até o nome ficou mais bonito que os nossos dois somados. O meu, no caso, contribuiu com -3 no quesito beleza de nomes, mas não fui eu que escolhi. Os nomes bons eles estavam guardando pro último rebento.

Bom, no fim nos demos conta de que era melhor ter menos concorrência feminina, e nosso irmão sempre foi um querido, além uma boa desculpa pra gente jogar futebol, fazer karatê, essas coisas de guri. Isso até descobrirmos que era o queridinho da casa, posto que ocupa até hoje. E há que se convir, é um posto justificado. Deve ter aprendido com nossas chatices a ser um filho melhor, assim como nossos pais se aperfeiçoaram em fazer os filhos progressivamente mais bonitos.

É aí que entra outra noia dos primogênitos.  E se você é o rascunho que deu certo, pule dois parágrafos, por favor, e me poupe da humilhação. Tipo assim, eu era a inteligente a responsável, ainda que mais chata e intratável que um Rottweiller. Minha irmã era a popular e linda de morrer, ao que sempre pareci e (e sempre fui, pois sou uma feia justa) feia pra chuchu.

A feiura foi diminuindo com o tempo, hoje sou esta diva que vos olha da foto do perfil, mas vai catar nos meus álbuns de foto do Face a foto que fiz dela, e só aí você vai entender a “sombra da feiura por comparação”.  Nem vou entrar no mérito do meu irmão, que ao menos é homem e não dá pra comparar muito...mas tenham dó, mãe e pai! Precisavam encerrar com chave de ouro??

Bom, se perdi seu tempo porque você não tem os encucamentos de ter que ser o mais responsável, o mais feinho, ou você não é primogênito e leu só de intrometido, deve ter alguma outra coisa. Quem procura acha. Quem não acha, é porque varreu pra debaixo do tapete – cuidado!

E pra quem achou que sou paranoica, vingativa, traumatizada, o rascunho que não deu certo, blá, blá, blá, só aceito opinião de outros primogênitos. Senão nem leio, pra não complicar ainda mais minha cabeça, você que me desculpe.

Então se você é secongênito, tri, quadri, nonagênito, posso até escrever um outro texto empírico e megasincero das consequências da sua ordem de nascimento, mas garanto que você vai ler umas verdades que vão tirar o seu sono de beleza.

Ou você acha que todos os seus defeitos são assim...congênitos?

Quase como nós, só que loirinhos. Vestidas igual. Eu, invocada. Minha irmã, a mais bonita. E meu irmão, um fofo.






2 comentários:

  1. Ser mais velho é horrivel, além de tudo temos que lidar com: apresentar namorados, que sao quase mortos pelos pais, com nossas irmas e irmaos é tudo melhor, eles já sabem como lidar com namorados, sofrimentos e outras coisas que acontecem com os primeiros

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  2. Concordo que ser mais velho é difícil mesmo!! Somos desbravadores de território e adestradores de pais. Se bem que em termos de apresentar namorados aos pais, você está melhor que eu, que nem namorado tinha. Quem sempre namorava? Minha irmã mais nova e mais bonita. Pode um negócio desses?

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