Dia desses vi um post no facebook, “Ciúme é que nem Trident. Todo mundo tem mas diz que não tem.”
Pra que fui ler essa pérola da sabedoria? Pensei bem e tive que concordar. Com muita, mas muita relutância, já que vai contra o que eu achava legalzinho em mim.
Falo com o maior orgulho que não sou nada ciumenta. Mas aquela parte da gente que está sempre negando algumas coisas sabe que eu apenas tento fingir o melhor possível. Portanto, cuidado. Sou uma pessoa ciumenta e ainda por cima dissimulada.
Putz, o que não faz um chiclete nas redes sociais!
Claro, a teoria do Trident não é bem assim, porque eu que nem gosto de chiclete tenho e sempre ofereço. Mas no quesito pessoas...xiii...tem vários tipos de ciúme dos quais sou culpada. Vou abrir meu coração então. Mas só uma frestinha, porque coração é burro e pobre no quesito vigilância.
Confesso que tenho ciúme da minha irmã e do meu irmão. Sempre quero que me deem atenção exclusiva. Tenho saudade e queria - desculpem os sobrinhos, cunhados e afins - que as pessoas desaparecessem quando tenho a chance de estar com eles.
Tenho ciúme dos sobrinhos também. Nesse caso, queria que meus irmãos desaparecessem. Melhor não compartilhar isso com a família pra não dar problema nos Natais futuros.
Já minha mãe, meu pai, as bolachas recheadas e a coca-cola dos anos 70 acostumei a dividir com os dois malas mais novos que eu, o que deve ter sido a causa da minha não-obesidade infantil. Vai ver por isso gosto tanto dos meus irmãos: pura gratidão + bom nível de colesterol e triglicerídeos.
Um ciúme chato que consegui perder foi o dos amigos. Mas confesso que não foi nada fácil.
Tive que fazer vários cursos de técnicas da amizade e agora sempre “chego junto”. Nada de abrir brecha pra outros amigos mais legais, que não sou boba nesses assuntos.
Ligo todo santo dia, invisto, dou uma sufocadinha básica. Faço bolo e uns favorzinhos cheios de terceiras intenções. E eles não têm opção senão fazer um grande espaço cardíaco pra minha pessoa, mesmo nas vezes em que sou um baú de difícil transporte.
Mas meu lado mãe é mais nobre. E daquele carinha 25 anos mais novo que chamo de filho, desse nunca tive ciúme...vê se pode, logo dele! E nem tenho filho sobressalente pra atazanar. Deve ser porque ele tem obrigação de me amar e só tem eu de mãe, tadinho.
Em outros tipos de ciúme, digamos que nunca me deram motivo pra desconfiança. Pode que eu não tenha passado nas portas em algum momento da vida, mas nem suspeitei. Sempre confiei, quem sabe por ter sido sempre fiel.
Mas aí também não suporto que desconfiem e tenham ciúme de mim. Viro bicho e caio fora na hora! Tipo “xô, que essa vida não te pertence.” Mando pastar e nem ligo pra saber se a pessoa foi mesmo.
Se bem que também, se não dão a mínima, deve ser meio chato... Mas dar a mínima já está de bom tamanho. O que é dar a mínima? Leia as letras miúdas antes de assinar o contrato.
Pois é, resumindo, sou uma pessoa ciumenta nas áreas toleráveis e nada possessiva. Só coloco nome no material escolar porque empresto o tempo todo. E minhas canetas, ao contrário dos amigos, pulam a cerca e não voltam nunca mais, apesar da marcação cerrada.
Aonde quero chegar com esse texto?, você deve estar se perguntando desde o vigésimo parágrafo.
É que esqueci a escova de dentes e queria saber se você pode me dar um Trident.
Que você tem, seu ciumento, ah, disso tenho certeza.
Pra que fui ler essa pérola da sabedoria? Pensei bem e tive que concordar. Com muita, mas muita relutância, já que vai contra o que eu achava legalzinho em mim.
Falo com o maior orgulho que não sou nada ciumenta. Mas aquela parte da gente que está sempre negando algumas coisas sabe que eu apenas tento fingir o melhor possível. Portanto, cuidado. Sou uma pessoa ciumenta e ainda por cima dissimulada.
Putz, o que não faz um chiclete nas redes sociais!
Claro, a teoria do Trident não é bem assim, porque eu que nem gosto de chiclete tenho e sempre ofereço. Mas no quesito pessoas...xiii...tem vários tipos de ciúme dos quais sou culpada. Vou abrir meu coração então. Mas só uma frestinha, porque coração é burro e pobre no quesito vigilância.
Confesso que tenho ciúme da minha irmã e do meu irmão. Sempre quero que me deem atenção exclusiva. Tenho saudade e queria - desculpem os sobrinhos, cunhados e afins - que as pessoas desaparecessem quando tenho a chance de estar com eles.
Tenho ciúme dos sobrinhos também. Nesse caso, queria que meus irmãos desaparecessem. Melhor não compartilhar isso com a família pra não dar problema nos Natais futuros.
Já minha mãe, meu pai, as bolachas recheadas e a coca-cola dos anos 70 acostumei a dividir com os dois malas mais novos que eu, o que deve ter sido a causa da minha não-obesidade infantil. Vai ver por isso gosto tanto dos meus irmãos: pura gratidão + bom nível de colesterol e triglicerídeos.
Um ciúme chato que consegui perder foi o dos amigos. Mas confesso que não foi nada fácil.
Tive que fazer vários cursos de técnicas da amizade e agora sempre “chego junto”. Nada de abrir brecha pra outros amigos mais legais, que não sou boba nesses assuntos.
Ligo todo santo dia, invisto, dou uma sufocadinha básica. Faço bolo e uns favorzinhos cheios de terceiras intenções. E eles não têm opção senão fazer um grande espaço cardíaco pra minha pessoa, mesmo nas vezes em que sou um baú de difícil transporte.
Mas meu lado mãe é mais nobre. E daquele carinha 25 anos mais novo que chamo de filho, desse nunca tive ciúme...vê se pode, logo dele! E nem tenho filho sobressalente pra atazanar. Deve ser porque ele tem obrigação de me amar e só tem eu de mãe, tadinho.
Em outros tipos de ciúme, digamos que nunca me deram motivo pra desconfiança. Pode que eu não tenha passado nas portas em algum momento da vida, mas nem suspeitei. Sempre confiei, quem sabe por ter sido sempre fiel.
Mas aí também não suporto que desconfiem e tenham ciúme de mim. Viro bicho e caio fora na hora! Tipo “xô, que essa vida não te pertence.” Mando pastar e nem ligo pra saber se a pessoa foi mesmo.
Se bem que também, se não dão a mínima, deve ser meio chato... Mas dar a mínima já está de bom tamanho. O que é dar a mínima? Leia as letras miúdas antes de assinar o contrato.
Pois é, resumindo, sou uma pessoa ciumenta nas áreas toleráveis e nada possessiva. Só coloco nome no material escolar porque empresto o tempo todo. E minhas canetas, ao contrário dos amigos, pulam a cerca e não voltam nunca mais, apesar da marcação cerrada.
Aonde quero chegar com esse texto?, você deve estar se perguntando desde o vigésimo parágrafo.
É que esqueci a escova de dentes e queria saber se você pode me dar um Trident.
Que você tem, seu ciumento, ah, disso tenho certeza.
Só quero saber se é um ciumento generoso.

Muito legais seus textos.. Adorei ler "congratulations" heheh' :D
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