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sábado, 26 de outubro de 2013

"Me caiu os butiá do bolso!!!"

A bem da verdade, minhas roupas raramente têm bolso, o que causa problemas de deixar cair coisas em lugares impróprios, mas isso é assunto que só quem sabe, sabe. Mas os “tal de butiá”, me “cai” que é uma loucura!

Assim, ó, essa é meio velhinha, mas lembrei hoje por causa de um ocorrido.

Um belo dia estava eu de trajes de ficar em casa, que eu chamo de “cruz-credo”: pijama, meias por cima da calça, chinelo de dedo, óculos, cabelo preso num coque, luvas de borracha e pra completar a produção, um avental. Enfim, o quadro da dor na parede sem reboco.

Eis que acaba o gás no meio das minhas experiências culinárias e telefono pra encomendar outro. Claro que não tem espaço no apê pra botijão reserva, nem eu sou trouxa de ter um na garagem, pra carregar sozinha pra cima. E ainda às vezes pago tudo em moeda, e os “tios” saem com mais peso em centavos de pila do que trouxeram em gás, mas não confundam maldade com a economia do fim do mês.

Mas aquele dia um cara trouxe o gás e, em meio à troca do dito cujo (sei trocar, mas pra que cansar essa beleza, né?), começou a falar que queria comprar um apartamento, se tinha algum pra vender no prédio, quantos quartos, blá, blá, blá, bolhinhas de sabão pra ver se não tinha vazamento, e eu respondendo educadamente apenas.

Perguntou discretamente se tinha lugar suficiente, e a boba respondeu que era muito bom pra mim e meu filho. Ok, gás trocado, pago em cédulas, já que eu tava a cara da riqueza na ocasião.

No dia seguinte, eu saindo pro trabalho, toca o telefone.

-Alô?
-Alô.
- .....
- Aqui é fulano. (nome masculino meio "genérico")
-....fulano...quem?
- Eu estive ontem aí, trocando o gás.

Pausa pra cair os butiás do bolso, a árvore e quebrar o tronco. Não sabia nem meu nome, como conseguiu o telefone?

- Ah... (pensando se ele tinha esquecido alguma ferramenta)...sim?
- Queria saber como tu tem passado.
- Err...hã...é que estou atrasada pro trabalho, se quiser ligar outra hora.

Desliguei o telefone, petrificada. Demorei pra me recuperar do susto.

Mas desse acontecido concluí três coisas:

Primeiro, o moço do gás teve mais coragem que um monte de outros que ficam encarando a noite toda e não são capazes de chegar e dizer “oi”. Só “oi”, gente! Ele ao menos se puxou, catou meu número e teve a iniciativa de ligar. Palmas pra ele, apesar de não fazer meu tipo.

Segundo, tem gosto pra tudo!!! E eu devo ser muito, muito linda, porque vestida daquele jeito, nem numa construção eu agradaria, vocês imaginem a cena!!

Terceiro, preciso sair mais, que em casa só com tele-qualquer-coisa pra alguém me achar.

Quarto, não tem, só ia até o três, prestatenção!

Bom, isso faz três anos. Continuo não saindo. Não vale a dor nas pernas e nunca tem companhia pro xis do fim de noite.

Mas os butiá "me cai do bolso volta e meia". Só que nunca mais pelo mesmo motivo.

Bons tempos em que o modelito de ficar em casa arrasava corações! Ai, ai...

Imagem distorcida no cérebro masculino

(escrito em 4 de março de 2013 às 23:01)



Um comentário:

  1. Rindo alto!!!!! Pra ver como você é linda sempre! Sençualizando até com modelito "quadro da dor na parede sem reboco" (amei, vou usar!). AMEI O BLOG! Beijosssssss, 3st3r <3

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