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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Super hiper mega dramática.

Dentre todas as coisas para quais os amigos servem, esfregar umas verdades na nossa cara é sua mais nobre missão. De modo que tive que admitir: sou super hiper mega dramática. 

Claro, ser uma “drama queen” tem algumas vantagens, já que as coisas quase sempre são menos apocalípticas do que eu imagino.

E pra uma drama queen meio hipocondríaca, tem sempre aquele negócio de achar que até um farelo de chocolate no braço é uma pinta suspeita.  Já vou escrevendo a lista das coisas que tenho que fazer antes de morrer. Isso antes mesmo de ir no médico ou tirar a “pinta” no banho.

Mas esse ano gente, sério é o fim. Varizes. Caraca, varizes!!!!! (cinco pontos de exclamação) 

E cara, que dooOOOoor nas pernas!!! Daquelas tipo elefantíase, de ter que deitar e colocar as pernas pra cima. E eu deitada? Tortura purinha. Assim, tive que encarar de novo o angiologista. 

Chegando no doctor, tadinho, foi mais ou menos assim:

- E aí, como está?

- Doutor, sabe aquele mapa hidrográfico que eu falei ano passado? 

- Sim.

- Dessa vez ele está se desenhando mesmo nas minhas pernas. E dói muuuito!

- Então vamos ver esse mapa.

Examina minhas pernocas. 

- Mas onde estão essas varizes?

- Ah, não sei bem porque só tenho o espelhinho do banheiro em casa e evito olhar, mas tem uns roxos aí e às vezes tá inchado aqui, ó, nos pés. E esses dias rompeu uma veia, ficou o trajeto roxão na minha perna.

- Tem alguma coisinha aqui. E nessa coxa, mas muito pouco.

- Não quer ir fazendo logo uma safenectomia e me poupar de mais sofrimento?

- Tu conhece alguém que fez safenectomia?

- Claro, doutor. Pode tirar logo a safena, enfarto não é comigo. Meu colesterol e triglicerídeos são invejáveis.

Ele meio que riu e eu também, que naquela hora eu estava exagerando na cirurgia mas não na dor. Sou uma exagerada seletiva.

Depois de meia hora fazendo eco com doppler pra ver o fluxo me diz ele que está tudo sob controle. Me prescreve de novo as meias elásticas, que dessa vez prometo usar. Me prescreve também um remédio pra ajudar na circulação, que nem os pediatras têm que dar pra mãe neurótica quando o filho espirra. 

E eu saio mais contente, aliviada, quase saltitando, que a dor ainda estava leve.

Concluo da consulta que eu não queria ser meu médico nem a pau. 

Concluo também que é fácil tranquilizar pessoas dramáticas, é só prescrever alguma coisa. 

Por outro lado, ele deve ver cada coisa que pras minhas varizíssimas parecerem graves teriam que ser grossas que nem uma caneta Bic, acho eu. Meio que bateu uma desconfiança, posso estar com alguma doença grave que ele não quis me dizer, vai saber?

Melhor aproveitar bem a vida e ir riscando umas coisinhas da minha lista. Vou usar as tais meias pra ir com as elas num baile da terceira idade. Deve ter onde sentar e colocar as pernas pra cima. 

Rolezinho pra mim, agora só de cadeira de rodas. 

Não tá fácil pra ninguém, gente. 
Não era a Bacia Amazônica estampada nas minhas pernas?

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Os adoráveis mortos que não conseguimos enterrar

Das características do ser humano que mais me fascinam está a tendência a idealizar aqueles – mortos ou vivos – que passaram por nossas vidas. 

Enquanto uns nutrem desprezo ou indiferença por ex-cônjuges que os fizeram sofrer, pais ausentes ou relacionamentos abusivos, há aqueles que ainda não acertaram as contas com o passado e preferem reverenciar seus mortos.

Entendo a saudade que se sente dos que partiram para sempre e com os quais vivemos tudo que podíamos, demos o nosso melhor e “acertamos as contas” a cada dia. Essa saudade, ainda que melancólica, nos traz certo conforto. Conseguimos lembrar com alegria e orgulho do legado que essas pessoas deixaram em nossas vidas. E a lucidez para as virtudes e para os defeitos não diminui nosso amor.

Mas tem aquelas pessoas que nunca estão quites com os que partiram, estejam eles a sete palmos ou a quilômetros de distância. 

Não conseguiram digerir em tempo o que aquela pessoa representou para si. Não brigaram o suficiente, não escutaram, não ouviram, não choraram, não gritaram até lhes faltar o fôlego. Não tentaram até a exaustão antes de desistir. Não disseram adeus aos que se foram e deixaram a porta aberta para o que poderia ter sido.

E aí as almas penadas ficam pelos cantos, em conversas não terminadas, esperando sua vez de falar. Em aromas e sabores. Pelas gavetas, em imagens e recortes. E em cada encontro com novas pessoas, observando, esperando mencionarmos seus nomes.
Os defuntos vivos e os falecidos acenam nas esquinas, irresistíveis. E aqueles tantos momentos de incabível sofrimento que causaram se desvanecem como a cor das fotografias guardadas nas caixas de papelão. 

Resta apenas o ideal. Somente as lembranças mais doces, as conversas mais incríveis e as lições mais sábias é que são escolhidas para ficar. E o passado é cultuado como num altar, às custas do agora. E a vida fica estagnada.

Seguir em frente tem a ver com acertar as contas. E acertar as contas muitas vezes significa ficar em débito com quem nunca mais irá nos pagar. 

Acertar as contas é gritar para as paredes de salas vazias que aqueles que se foram deveriam ter nos dado mais atenção e ter sido decentes e honrados como nos lembramos. É aceitar que a vida não é justa e engolir em seco com um nó na garganta. É saber que também a parte ruim forjou o que se é agora. E buscar de preferência, um saldo positivo na memória do que somos hoje. 

E eu sei, é mais fácil lidar com nossos fantasmas do que com os vivos, que povoam nosso agora e pedem atitudes, atenção e amor. Os vivos exigem respeito e lealdade - a eles e a nós mesmos. Os vivos desacomodam. 

Os mortos acenam com doçura, perdoam a mesmice, a covardia e não nos perguntam o que temos feito com nossa vida. E a eles escutamos olhando as fotos antigas, com seus melhores sorrisos desbotados. 

Enterrar nossos mortos é difícil. É não apenas virar a página, mas fechar o livro, colocá-lo de lado e levantar da cadeira. É focar o olhar no horizonte, sabendo que o espelho retrovisor distorce um pouco a distância. 

Olhar para a frente - e especialmente para os lados - é sempre mais difícil. 

Mas é e sempre será uma questão de escolha. 

E particularmente, acho que vale a pena.

Casamento dos meus pais. Meu avô ao fundo.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Ah...os homens, esses fofos!


Conhece aquele ditado, “Quem sabe, faz; quem não sabe, ensina”? Bem, de homens entendo menos do que de química, o que dá um escore negativo – entenda você como quiser.

Assim, elaborei uma descrição dos tipos de homens baseada em ampla pesquisa nas revistas Men’s Health que meu irmão deixou aqui em casa e na convivência com amigos e membros masculinos da família. 

Adiantando que as descrições correspondem a indivíduos em idade adulta, que vou considerar dos 24 anos em diante, com condições de ganhar a vida. Antes disso, na minha opinião, é adolescente, mas não tenho nada contra. Entre 24 e 30 provavelmente é do meu círculo de amizades, ou seja, praticamente uma de nós. Depois dos 30, já pode virar homem e sair da casa dos pais. 

Como estou de bem com a vida, sem dor de cotovelo nem TPM tipo “serial killer do chocolate”, não vou avacalhar com os boys. Ao menos, não intencionalmente. 

Caso você se sinta incomodado, tenha questões a discutir e mais de 35 anos, fique à vontade pra mandar seu currículo e entrar em contato. A gente toma um café, você comprova que estou certa mesmo e ainda sou menos baranga do que você imaginava. 

Abra um pacote de Doritos e me acompanhe nesta viagem de autoconhecimento!

1.       Machos alfa

a)      Macho alfa das cavernas: ciumento obsessivo, se olham pra sua mina já começa a briga batendo com o peito no peito do outro cara. Usa a expressão “mulher minha...”. Só não coloca coleira na mulher pra não levar um Maria da Penha.
b)      Macho alfa rústico: ciumento em nível aceitável (?). “Deixa” a mulher sair com as amigas. Liga só uma vez pra conferir. Dá palpite na roupa, mas não proíbe nada, querido.
c)       Macho alfa que nega seu DNA: não é ciumento. Não usa o carro como símbolo fálico. Não se importa que a mulher saia com aquelas roupas embaladas a vácuo. Fica se roendo por dentro. Tem gastrite.
d)      Macho evoluído: no topo da cadeia alimentar para as mulheres mais inteligentes. É seguro de si e não é ciumento. Também não é idiota e saca nossas chantagens mais articuladas. Espertinho.
e)      Macho ômega: carente ao extremo. Emenda um relacionamento no outro. Cai em todas as armadilhas e chantagens femininas. Sempre se ferra. Tadinho.

2.       Habitat natural:

a)      Uga buga standard: solteiro que mora sozinho. Quando não está na academia, está falando sobre. Gosta de treinar sábado pra ficar inchadinho pro fight da noite.
b)      Uga buga filhinho da mamãe: mesma coisa do standard, mas é um solteiro que mora com os pais.
c)       Filhinho da mamãe: do trabalho pra casa – a dele ou a da mamis. Só come a comida da mãe. Só come (o) que(m) a mãe aprova. Caiu fora da terapia quando mencionaram complexo de Édipo.
d)      Filho da mãe: salafrário casado. Solteiro inconveniente que mora sozinho ou com os pais. Se acampa na casa da mulher depois do primeiro encontro.
e)      Homem ideal: transita por todos esses ambientes sem exageros. Tem vida própria. É casado do tipo não grudento. Ou é solteiro do tipo não grudento que mora sozinho.

3.       Food & drink:

a)      Freddy Flintstone: come de tudo, muito. Bebe o que estiver mais gelado, bastante. Bate no peito sarado ou na barriga avantajada depois da comida e manda trazer mais. Respeitei!
b)      Guri de Uruguaiana: come só churrasco e toma só cerveja. Limpa o bigode na manga da camisa. Tira as bota e bota umas alpargata pra sesteá no pelego depois do almoço. Ala putcha, tchê! Não se assustemo?
c)       Olivier Anquier: come pouco, só comidas requintadas, preparadas por ele. Bebe só vinhos finos. Fala vários idiomas. Esnobe. As frescas tipo Kim K. se amarram, apesar do sotaque tenebroso. Prefiro não opinar. Acho que já opinei.
d)      Jamie Oliver/Rodrigo Hilbert: come bem, saudável, cozinha, bebe socialmente, loiro, inteligente, com senso de humor, tem programa de culinária, casado com uma modelo, tem filhos. Sorry, euzinha.
e)      Chris Martin: vegetariano engajado, bebe muita água, ativista pelos direitos dos animais, músico. Vocalista do Coldplay, casado e com filhos. Sorry, gatas natureba engajadas.

4.       Esportes

a)      Homer Simpson: levantamento de copo e controle remoto. Tanquinho de 6 meses de gravidez. Tá nem aí com a saúde. Pena.
b)      Vin Diesel: Levantamento de peso, de mulheres, de copo de suco & cerveja long neck. Tanquinho. Medo.
c)       David Beckham: joga futebol, sarado sem ser um armário intimidador de mulheres, rosto perfeito, tudo perfeito, tanquinho perfeito. Inveja da Vitória Beckham. Nojo.
d)      Mathhew MacConauhey: curte esporte de tudo que é tipo, sem frescura e sem camisa o tempo todo pra mostrar o tanquinho. Exibido.
e)      Keanu Reeves (pós Matrix): Corpo de pessoa normal, faz esporte sem ser narciso, curte andar de moto, ninguém conhece seu tanquinho, sabe que isso é desnecessário. Divo! Acha besta a expressão divo.

5.       TV & filmes

a)      Culturalmente desprivilegiado: Noticiários e esportes, na Rede Globo. Filme, só dublado. Sabe quem é a Grazi Massafera. Tem que ter estômago pra encarar. Eu tomava um Dramin.
b)      George Clooney: Quarentão, programas antigos no TCM, documentários, filmes cult. Sabe quem é a Isabelle Adjani e ainda assistiu Betty Blue. Tem que ter mestrado pra encarar. Eu encarava mesmo sem!
c)       Gato versátil: Séries, Nat Geo, History Channel, Travel and Living, documentário, filme de tudo que é tipo, adora cinema. Sabe que a Kathryn Bigelow foi a primeira mulher a...tcharan! Se você sabe, pode ser um desses. Tem que ter inglês e espanhol razoável pra encarar. Yo encaraba!
d)      Zapeador compulsivo. Troca de canal de 5 em 5 minutos. Não empresta o controle pra ninguém. Não tem paciência pra cinema. Confuso. Sabe quem é a Suzana Maria Braga e a Glória Bernardes. Tem que ter paciência pra encarar. Eu fora!
e)      Nerd fofo: por dentro de todas as séries e tendências da mídia. Lê críticas de cinema e assiste o filme pra conferir. Cinéfilo. Sabe quem é a Helena Bonham-Carter. Com pipoca dá pra encarar na boa. Eu apertava as bochechas.

6.       Leitura  & escrita

a)      Tipo Dan Brown: só lê os best sellers e se orgulha disso. Escreve bem. Isso aí, cara!
b)      Tipo Augusto Cury: Só lê livro de autoajuda e de orgulha disso. Escreve direitinho. Isso aí, campeão! Se cuida.
c)       Tipo Bukowski: Lê de tudo, dos clássicos mais densos aos mais mainstream. Prosa e poesia, revistas e reportagens. Acha besteira se orgulhar disso. Escreve superbem e usa a crase corretamente. Kudos! Você conquistou meu cérebro, não que isso seja relevante pra sua vida.
d)      Tipo revista e só: revista sobre carros ou fitness ou Playboy ou Forbes ou Super Interessante ou Mundo Estranho e tal. Tem outras coisas das quais se orgulhar. Escreve. Frases curtas. Sucinto. Bom, baby.
e)      Tipo, ler pra quê? Lê embalagem do suplemento e os quadrinhos do banheiro. Lê os clichês que postam no face e se orgulha disso. Escreve “Nada haver, gata. Agente não se encomoda com isso.” Tudo a ver. A gente se incomoda com isso.

7.       Fotos & redes sociais

a)      Narciso assumido. Bonitão, tira foto no espelho pra postá no feicibuki.
b)      Narciso dissimulado. Saradão ou não. Tira foto que não parece que foi ele que tirou pra postá no feicikubi.
c)       Muito macho pra foto: ?
d)      Criativo-barra-interessante: tira foto posada, inusitada, natural, selfie. Não se apega a clichês. Não odeia clichês. Não mendiga likes no face.
e)      Homem sem perfil no facebook: espécime a ser analisada através dos álbuns de família. Aí “vareia”.

8.       Homens & sua utilidade doméstica

a)      Adônis: sabe cozinhar e cozinha mesmo! Conserta e instala coisas. Tolera palpites femininos. Trata TPM nível médio com massagem. Não se importa que a mulher/namorada dirija, não tem medo do perigo, esse é pra casar! Se já é casado, a mulher ainda acha defeito.
b)      Sansão: sabe cozinhar. A mulher/namorada não sabe disso. Cozinha só pros amigos em pescaria. A mulher/namorada faz pequenos consertos enquanto ele reclama. O divórcio o fará evoluir. (Pai, é você nos anos 80?...hehe...sorry, não resisti)
c)       Thor: conserta tudo, mega caixa de ferramentas. Não é tecnológico, paga alguém pra essas coisas. Não cozinha, coloca a mulher/namorada no ombro e leva pro restaurante. Mulher preferia ficar em casa dormindo. Namorada preferia ficar no salão fazendo as unhas.
d)      Édipo: mora com os pais, a mãe faz tudo pra ele. Ou mora sozinho, freezer é cheio de congelados da mãe. Liga pra mãe pra perguntar como se tira mancha de ketchup. Termina com a namorada quando ela reclama da comida da mãe. A mãe sorri por dentro. A mãe tem problemas mentais.
e)      Romeu: romântico esforçado. Assiste programa de culinária. Assiste tutoriais sobre consertos. Conserta coisas, cozinha e atura filme meloso sem reclamar, fazendo massagem. Quando solteiro, quer casar. Quando casado, a mulher se exibe pras outras meras mortais.

9.       Cultura, senso de humor & requisitos que agregam valor

a)      Inconveniente: palavrão de tudo que é tipo, piadas de mau gosto. Confunde Érico Veríssimo com Luis Fernando Veríssimo. Gafes homéricas e nem nota. Sabe quem é o Joey de Friends. How yooou doin’?
b)      Padrão: conta piadas engraçadas. Museu, só em viagens. Teatro, só na apresentação dos filhos. Sabe quem é Moacyr Scliar. Diferencia o Érico do Luis Fernando. Bom dia, será que chove hoje?
c)       Sheldon Cooper: sem senso de humor. Muito inteligente e sincero pra conviver com espécimes femininos. Curte convenções de HQ e maratonas de sci-fi. Sabe quem é John Nash. Prefere Stephen Hawking. Vida longa e próspera!
d)      Culto e grosso: Se acha apenas culto. Dá nos dedos da mulherada. Curte seu reflexo no lago. Sabe quem é Henri Cartier Bresson, mas prefere o Rodin, que fazia picadinho da Camile Claudel. Have a nice life, bro!
e)      Tudibom: não precisa contar piada pra ser engraçado. Culto sem ser esnobe. Curte cinema, teatro, arte e música. É indie sem odiar o pop. Sabe quem é Jarle Bernhoft. Se não sabe, foi pesquisar. High five, bro!

10.   Dez

a)      Não tem.
b)      Acabou minha criatividade para homens.
c)       Eu só não quis deixar número ímpar...
d)      caso alguém sofra de TOC...
e)      assim, tipo eu.

Bem, meninos, espero que vocês não me odeiem. E principalmente, que não tenham se encaixado exatamente em nenhuma das descrições. Estereótipo é dose e nem nós mulheres conseguimos medir o próprio nível de frescura com precisão, o que é um alívio. 

Os itens acima provavelmente descrevem preferências pessoais que eu não consegui disfarçar. Também descrevem de certa forma meus amigos, conhecidos e familiares, os quais espero que não leiam. Além do mais, nem sei se as outras mulheres concordariam, então relaxa.

Agora só por curiosidade, aquela da Kathryn Bigelow e a do Bernhoft, quem acertou? Coloca o nome e o telefone nos comentários, tá? Não publico, é só pra uma “amiga”.

Bora tomar uma Bud? Peraí que eu vou junto! 

Coca zero pra mim, sou a motorista da vez. 

Coloca o cinto e vê se não dá palpite!

Isso aí e uns pregos lá em casa, não precisava mais nada!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Fresca, quem? Eu?

Sim, você mesmo. Todas nós, aliás. Ser fresca é que nem celulite: faz parte, tem diferentes níveis e você pode aceitar esse fato ou passar a vida fazendo terapia ou tratamentos cosméticos pra tentar reverter. 

Motivada por um processo de negação, criei este questionário para avaliar o (nosso) nível de frescura, o qual tentarei manipular a meu favor para parecer uma fresca despojada.

São 10 itens de pura futilidade feminina, então coloca um creme no cabelo e abre uma caixa de bombons, que vou cansar sua beleza. Vai anotando seus pontos e depois faz a conta. Quanto mais pontos, mais fresca. Quanto menos pontos, menos manutenção externa. 

Então tá, #partiufrescura!

1.       Fotos & redes sociais
a)      Gata sexy: selfies com biquinho e maquiagem, megaprodução, look do dia. (+12)
b)      Gata sexy despojada: selfies sem biquinho, com maquiagem, com a língua de fora, look do dia. (+9)
c)       Gata Querido Diário: selfies, Insta, bichinhos, sua comida, suas unhas, fotos diárias com gato, cachorro ou namorado, check in no Foursquare, sequestradores e stalkers agradecem. (+16)
d)      Gata tô nem aí: selfies, clichês em geral, esportes, foto com bigodinho de milho, foto de caipira, foto sentada em uma abóbora. (+2)
e)      Gata das cavernas: nem sabe o que é sélfi, não usa o “Instagrã”, detesta foto, tira quando insistem muito, insiste pra não a marcarem nas redes sociais. (-12)

2.       Cremes & artefatos de beleza
a)      Hidratada/cheirosa/maquiada: Maria Cremilda , mil perfumes, mil rebocos, bom gosto total, tem blog de moda e estilo, It Girl da hora. Não fala “da hora”. (+30)
b)      Equipada/habilidosa: mil cremes, maquiagem, perfumes, esmaltes, adesivos pra unhas, secador ultramega, chapinha ultramega, cursos com a Alice Salazar. Curte o http://www.frescurinha.com.br/, o http://feitodetule.blogspot.com.br e blogs de outras garotas inteligentes que nem sabem disso. (+25)
c)       Prática genérica: um hidratante facial e um pro corpo. Escova de dentes e escova de cabelo. Perfume, um de inverno e outro de verão. Maquiagem, só o necessário pra não assustar. Curte blog de culinária e decoração. (+6)
d)      Pouca noção: mesmo hidratante pra tudo, sombra azul no olho azul, batom rosa, lápis na parte de baixo do olho, não sabe usar o curvex. Perfume, o mais vendido da Boticário. Só curte post do Caio Fernando Abreu. (-8)
e)      Sem noção: creme, só de pentear. Perfume, só da Avon. Maquiagem, só pra festa, no salão. Só curte posts sobre inveja e amigos falsos. (-30)

3.       Cabelos & você
a)      V1d4 l0k4: já teve cabelo curto, raspado, comprido e de tudo que é cor. “As mina inveja sua coraji”. (-20)
b)      Rica dos cabelos longos e/ou com mechas e/ou alisados: em um relacionamento sério com o(a) cabeleireiro(a). Passa o sábado lá. Coloca mega hair pras festas. (+20)
c)       Desapegada do cabelo bom: já teve curto, comprido, médio, prende o cabelo molhado, pinta e faz tudo que é penteado em casa. (-15)
d)      Kamikase pobre: progressiva e californiana de farmácia, chapinha todo dia, cremes e touca térmica pra amenizar. Não adianta muito. (0)
e)      Atazanada do cabelo ruim: que nem bandido, ou tá armado ou tá preso. Opta por preso. Não assume os cachos, bobinha. (+8)

4.       Cabelos & higiene
a)      Rica do cabelo seco: lava só no salão, duas vezes por semana. Banho de manhã, com touquinha de um hotel de Las Vegas. (+9)
b)      Pobre do cabelo seco: lava em casa, dia sim, dia não. Banho de noite, com touquinha da Avon. (+12, pelo esforço)
c)       Sujo oleoso: lava uma vez por semana, prende quando tá oleoso, capacete capilar. Banho, será? Touquinha? Como pode? (0)
d)      Cabelo bom: lava a cada banho, vários banhos, a kamikase dos cabelos compridos. Touquinha, o cacete! Como pode? (-25)
e)      Curto sem noção: nem assim a pessoa lava todos os dias. Banho de chuveirinho pra não molhar o cabelo. (+4, que dá trabalho ser sujinha)

5.       Celulite, nossa bff!
a)      Quase sem, tipo 1: rica, não come em público. Gasta muito com tratamento e academia, amplamente invejada por outras frescas. (+20 e um olhar de desdém)
b)      Quase sem, tipo 2: genética boa, não gasta com tratamento. Come de tudo, odiada pelas frescas esforçadas. (-10, dá-lhe garota!)
c)       Standard: tem um pouco e não nega, come normal, vai encompridando a roupa conforme o nível da celu, a idade e a luminosidade do local. (+10, espelho de brinde pra lembrar a idade)
d)      Sentou na brita discreta: curte a vida, a comida, é inteligente, desapegada, se liga nas roupas que ficam melhores. (+40 com estrelinha, já tem espelho)
e)      Sentou na brita exibida: gosta tanto de fast food quanto de um belo suplex, bem colado pra realçar cada buraquinho. (-30, espelho de brinde)

6.       TPM, nossa outra bff
a)      Serial killer montanha russa: chocolate, irritação, vai de deprimida a megaeufórica em 15 minutos. Vontade de matar amigos vegetarianos ou pessoas do signo de Leão. (+18)
b)      Chata social: chocolate, irritação, dor em algumas partes. Sem vontade de matar alguém específico. (+9)
c)       Chata que dói: Chocolate, irritação com barulhos metálicos. Vontade de matar todo mundo, transformar em chocolate e comer mais ainda. (+13)
d)      Serial killer do chocolate: Sonho de Valsa de manhã. Ouro Branco de tarde. Diamante Negro de noite. Vontade de matar os homens e depois comer Kit Kat pra comemorar. (+18)
            e)   Criatura (mulher?) ideal: Tê pê o quê? Chocolate o mês todo. Vontade de matar só o chefe
                   e/ou membros da família. (-30)
                 

7.       Lifestyle & fitness
a)      Despojada: acha frescura dizer “lifestyle & fitness”. Faz de tudo sem se importar com as unhas, o penteado, a sujeira ou a temperatura. (+2)
b)      Aventureira poser: curte aventuras, desde que não tenham mosquitos, sujeira, calor, frio ou lama. (+8)
c)       Bear Grylls com peitos: acampamento, pescaria, rafting, rapel, surf, artes marciais, paraglider. Mata barata, rato, aranha, pega minhoca e sapo. E sabe quem é o Bear Grylls. (-25, mas não sou eu)
d)      Batata de sofá standard: usa a esteira como cabide, só caminha com o poodle, encara a educação física, mas grita quando a bola se aproxima. (+14)
e)      Batata de sofá estilo Barbie: evita até a educação física da escola porque pode quebrar uma unha ou - argh! - suar. (+20)

8.       Lifestyle e números.
a)      Constipada tipo 1: faz o 2 só em casa, com Activia, e lendo a Woman’s Health. Agacha perto do vaso pra fazer o 1 fora de casa. (+8)
b)      Constipada tipo 2: já ficou 7 dias sem fazer o 2, naquela viagem pro Nordeste. Forra o vaso pra fazer o 1 fora de casa. (+12, pelo esforço, tadinha)
c)       Meiga: faz o 2 só em casa, com música da Taylor Swift e revista Capricho . Faz pipi só em casa, na escola ou no trabalho, senão segura. Leva papel higiênico Neve na bolsa. (+10, pelo capricho)
d)      Sem perigo de câncer de cólon: faz o 2 em casa e no trabalho, sem rituais específicos. O 1, então, nem se fala - contanto que tenha papel higiênico. (-18)
e)      Criatura (mulher?) ideal: faz o 1 e o 2 até em banheiro de posto de gasolina e de rodoviária. Encara o 1 num matinho na boa. Se tiver papel, tá no lucro. Leva lenços de papel na bolsa. (-25)

9.       TV, filmes e livros
a)      Pobrinha de espírito: novelas da Globo. Filmes da Globo. Revista Caras e os gibis do banheiro. Alguém precisa se preocupar. (0)
b)      Mainstream romântica: Friends, Two Broke Girls. O Diário de Bridget Jones, o livro. Comer, Rezar e Amar, o filme. Ninguém precisa se preocupar. (+16)
c)       Trilogias, sagas & afins: Grimm. Jogos Vorazes, Harry Potter e os respectivos filmes. Convenção de Hogwarts. Mudou o sobrenome de Granger pra Everdeen. A família se preocupa. (+10)
d)      Nerd social: The Big Bang Theory, Vampire Diaries, Sherlock, House, Arrow. Tarantino e Guy Ritchie, sem legenda. The Hobbit, o livro, em inglês. A família parou de se preocupar. (+2)
e)      Indie-slash-cult: Nurse Betty, Breaking Bad, Californication. Trainspotting, Alpha Dog. The Rules of Attraction, o livro. A família deveria se preocupar. A família só sabe quem é o Slash. (-16)

10.   Animais, namorados & bofes em geral
            a)     Fofa: estuda arquitetura. Um yorkshire. Namorado fofo que estuda design e toca guitarra.
                  Quer ter gêmeos. O namorado não sabe. (+24)
            b)    Casada fofa: nutricionista. Fashionista. Grávida. O marido sabe. Três gatos bem peludinhos.
                  Marido pediatra, bem peludinho também. (+24)
           c)     Casada forever: dentista. Três filhos. Três cachorros genéricos. Uma gata com filhotes. Uma
                 calopsita. O marido sabe. O marido viaja muito a trabalho. (-10)
           d)     Separada fofa: arquiteta. Um shitsu e um lhasa. Quer namorar um personal trainer com  
                 cérebro e que goste de viajar. O personal trainer não sabe. (+24)
           e)     Solteira forever: professora. Um poodle. Sem filhos. Sem paciência. Quer namorar alguém
                 com cérebro e não encha o saco dela nem do poodle. Quem sabe? (+1?)
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MDNF (Marcadores Do Nível de Frescura): 

De 1 até 210: quanto mais perto do 1, mais Paris Hilton, descerebrada e decadente na mídia. Quanto mais acima de 100, mais Kim Kardashian, marketeira top nas fofocas. Infelizmente você é uma mulher com alto custo de manutenção e não tem tanto bling bling quanto elas. Mas não deprime. Pega o cartão de crédito, faz umas comprinhas e come chocolate que passa. 

ZERO: conte os minutos do seu banho, no dia em que lava o cabelo. Se der mais de 5, pula pro positivo, fofa! Se der menos, cai pro negativo e depila as axilas depois.

De -1 até -223: quanto mais perto do -1, mais Angelina Jolie-Pitt, mais filhos, mais ativista das causas femininas. Até de cara lavada é show. De -100 a -200, Angelina na vibe de Tomb Raider, arrasa na trança, arrasa corações aventureiros. Entre -201 e -220, você é praticamente um macho com um cérebro multifuncional. Respeitei! Abre uma Duff. Cheers!
Negativo máximo, você é um bofe muito do intrometido! Vai tomar seu shake de whey e cai fora que a TPM tá pegando!
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Então meninas, espero que tenham se divertido com a brincadeira. E claro, não precisa ser fresca pra ser feminina e nem toda vaidosa é de alta manutenção. 

Vamos enxaguar o cabelo agora? Tá, só mais um bombom. 

Pode postar ser escore e comentários pra gente comparar. 

O meu deu -32. Eu e o Brad com menos filhos? 

Sei lá, eu me achava tão Tomb Raider!...

Linda. Alta manutenção. Boa sorte pro Kanye West!