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sábado, 6 de agosto de 2016

E eu com isso?

Situação: Pokémon Go acaba de ser lançado no Brasil e gera uma controvérsia sem precedentes. Já há algum tempo em uso em outros países, tenho visto notícias bizarras e outras engraçadas sobre os incidentes que o jogo pode ocasionar. 

Para ser sincera, ouvia opiniões divididas quanto ao Facebook e sempre pensei que dependia do quanto e de como as pessoas usavam. 

Mas opinião, cada um tem a sua, baseada no seu ponto de vista da realidade, que, lógico, é sempre correto - não é mesmo?

Dito isso, entremos no assunto inicial, o Pokémon Go. Conheço dezenas de pessoas alienadas, preguiçosas e ignorantes que jogam. 

Conheço também dezenas de pessoas inteligentíssimas, comunicativas, articuladas, que gostam da proposta de diversão do jogo e estão jogando. E aí, juízes, quem está certo?

Considerações pessoais:

  1) Quem sou eu para julgar como os outros se divertem? Até porque tiro um tempo quase todos os dias para ficar com o traseiro achatado, dentro de casa, lendo (dentre outras coisas) distrações irrelevantes no Facebook.

  2) Quem é você, que faz o mesmo que eu disse, para achar que os outros têm que se divertir da maneira que você acha conveniente?

  3) Qual a impossibilidade de uma pessoa ser inteligente, produtiva, cult, nerd ou “whatever” e gostar de se passar o tempo com um game baseado em realidade aumentada?

  4) Você chegou a reparar nas pessoas com celulares nos últimos dias? Vi muitas que antes ficavam mudas uma do lado da outra e que agora pelo menos interagem, dão risada e trocam ideias em torno dessa atividade, além de caminharem pela cidade bem mais que antes.

  5) Você leu algo sobre pessoas deprimidas que resolveram sair de casa e estão pegando sol e se animando um pouco em capturar, sim, Pokémons?

  6) No seu tempo livre, você cultiva uma atividade chamada acomodar os glúteos na poltrona para tomar chimarrão e trocar informações sobre quem se separou, quem perdeu o emprego, quanto custou a festa de 15 anos da fulana? E o que sua faxineira/sua sogra/seu marido fez de errado essa semana? E o jogo de futebol e quantas cervejas você tomou? Parou para pensar que os “acéfalos" que usam Pokémon Go podem achar isso, no mínimo, o cúmulo do ridículo?
  
  7) Qual a relevância da variedade de Pokemóns, pokestops, arenas e o que for, para sua evolução como ser humano?

  8) Qual a relevância das palavras matte, nerfar, ombré, nube, boho ou mitar para sua evolução como ser humano?

  9) Qual a relevância das nossas selfies e das poses dos nossos animais de estimação para as outras pessoas?

  10) Já há uma proposta concreta em separar o mundo em dois polos: os Pokédiotas e os fiscais da diversão alheia?

Enfim, dentre aqueles que criticam com tanta convicção o jogo, relacionando essa era à frase de Einstein sobre uma geração de idiotas, bem...

...me pergunto se no cerne dessa crítica não está o mesmo pensamento hermético que gera a intolerância e a falta de empatia com o quão diferente o outro pode pensar de nós. E falta de empatia não é o mal da humanidade?

E por último, informo que não baixei o Pokémon Go. Mas adoro capturar vídeos engraçados ou fofos e postar foto de tudo que cozinho no FB.

Pronto, me julguem, go!


Pokémon Go...mind your own fun, maybe?