E a gente precisa disso pra colocar uns pontos finais e rabiscar uns bloquinhos novos.
Tipo quando estava para rolar alguma coisa com aquela pessoa e aí acabou que nunca aconteceu nada.
Enquanto não rolar ou você não disser "nem queria mesmo" ou “evacue ou desocupe o arbusto", você não vai ter o tal de closure. E vai ficar encalacrado pra outras pessoas melhorzinhas.
Eu tenho isso com o tricô.
Começo e não termino. Não termino e fico me iludindo que ainda vai rolar um clima e vamos dar continuidade no relacionamento.
Mas que nada! E ainda por cima não consigo mandar o tricô se catar de maneira que ele ainda queira continuar num nível de amizade. Fico naquelas de que ainda vamos resolver a vida, eu e o tricô, o tricô e eu.
Mas aí vem minha sobrinha me falar numa tal de half-manta-da-Sonserina que vai ficar para sempre na casa da vó, no "LIMBO DOS TRICÔS QUE NUNCA TERMINAREMOS."
Como assim, nunca terminaremos? E aqueles pés de meia solitários, never? Será que gastei minha paciência tricozal dos 6 aos 16 anos?
Putz, pior que sim. Fiquei uma senhora hiperativa com tricôs no limbo.
E gente, sacanagem, porque eu não convivo bem com limbos. Esse negócio de salinha de espera do amanhã? Prefiro entrar logo e arrancar a unha do dedão sem anestesia, que aí já sei no que vai dar. Fico sem unha, com uma dor do cacete mas tenho meu closure.
E pra resolver esse dilema existencial, bolei um plano meio perverso. Empurrar o abacaxi via Sedex pra minha mãe, a Guardiã Dos Tricôs Inacabados.
Talvez ela termine nossas "half-mantas-da-Sonserina" ou half-blusões roxos ou desmanche isso para fazer coisas menos feias. Ou talvez fique ela na dúvida precisando de closure.
Tadinha, né? Mãe só se ferra. Sei disso porque sou mãe e só me ferro.
Mas qualquer que seja o caso, não vai mais ser problema meu.
Prontinho:
CLOSURE!
Agora é começar uma half-touca novinha em folha.
Vai ficar uma boina bem show!
| Tricô deste ano, que não foi pro limbo. Meu filho gostou. |
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