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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Diálogos antológicos e a ponte do generation gap

Sabe aquele filme, Sexta-feira Muito Louca, ou coisa parecida, em que a mãe e a filha trocam de corpos? Eu também não. Mas assisti o trailer e é assim: de alguma forma, a mãe e a filha trocam de corpos. Isso. A adolescente fica com cabeça de adulta e vice-versa.

É essa a sensação que tenho às vezes ao conversar com minha sobrinha Andressa, de 17 anos. Somos parecidíssimas em tudo, mas na maneira de escrever, u-a-u!! Eu apanho de chinelada. 

Deem uma olhada no nível das nossas conversas. A pessoa com as frases mais infantis, já sabem quem é.

- Escrevi um negócio quase bíblico agora, parece que estou falando sobre corromper a carne e se render aos pecados...haha...
"Egoístas/Hipócritas (pensando no adjetivo que usarei) não eram os que, em algum canto obscuro daquilo que eu invadia, ocultavam trevas (...) Eram aqueles que optavam por disseminá-las pelo mundo, contaminando todos os outros sem resquícios de remorso, como se o fardo de sustentar aquela porção envenenada de existência fosse do restante dos seres, e não deles próprios, os que a carregavam." haha...credo!

- NOOOSSSSSSSSAAAAA. Jesus, é você??

- Corror né? hahaha

- Amei!!!!!!!!!!!! (pra que tanto ponto de exclamação?????)

- Me assustei. Tava esperando que a qualquer momento eu fosse pro centro com meu caderno atrair fiéis.

- Atrair fiéis é ótima! Tá, mas agora compara com isso que eu escrevi:
"Homens quanto ao quesito filmes e TV:
Gato versátil: Séries, Nat Geo, History Channel, Travel and Living, documentário, filme de tudo que é tipo, adora cinema. Sabe que a Kathryn Bigelow foi a primeira mulher a...tcharan! Se você sabe, pode ser um desses. Tem que ter inglês e espanhol razoável pra encarar. Yo encaraba!"

- Eu adoro as coisas que tu escreve! Dou altas risadas! Dá uma leveza ímpar ao que tu produz.

- Leveza? Ímpar? Produz?! Já eu lendo as tuas me sinto superinfantil. E ainda acho isso bom!!!

- São só estilos diversos - se existissem só os leves, talvez faltassem as reflexões profundas, mas se existissem só os pesados, não ia restar ninguém pra refletir: ia todo mundo se matar.

- Bah, esse diálogo tá antológico. Não sei bem o que é isso, mas achei bonito escrever. Diria que sou a parte do “anta”. E tu, a do “lógico”.

- Se não houvesse Google, eu ia presumir que estamos produzindo algo que os antológos - cientistas que estudam antas humanas - estudariam no futuro.

- É, por aí...

- Mas o contrário, e vice-e-versa!

Nessa parte eu me perdi no raciocínio da guria. E fui procurar no Google o que eu achava que era antológico. Ufa! Era mesmo "memorável". 

E por alguma estranha razão, nesse generation gap ao contrário tem sempre uma pontezinha para atravessar o gap e aproximar nossas mentes, de preferências tão parecidas quanto peculiares. Não sei se é um troço genético ou de convivência cibernética.

Mas no futuro, os antólogos hão de explicar. 

E se der, me deixar trocar de mente, de corpo, enfim...ficar Andressíssima!

A moça do caderninho que atrai fiéis. Agora, com 19 anos. London, babe!



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